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RESUMOS HISTÓRICOS Veja Livro "Cronologia da História da Póvoa"
António Godinho - Jornal O BALUARTE Nº10-Set2003
- D. Vicente Afonso Valente, cónego da Sé de Lisboa, instituiu em 1336 o 'MORGADO DA PÓVOA' em benefício do seu irmão, Lourenço Afonso Valente.
O MORGADO foi crescendo em importância e extensão, pertecendo sucessivamente, à família dos Valentes, 'OS SENHORES DA PÓVOA', depois e sempre por laços familiares, passou aos Castelo-Brancos, aos Lencastres e por último aos Távoras.
Os Valentes eram da pequena nobreza, escudeiros e cavaleiros. Os Castelo-Brancos foram senhores de Portimão e Condes de Vila Nova de Portimão.
Os Lencastres e Távoras vieram a obter o título de 'Marquês de Abrantes'.
O lugar da Póvoa pertenceu à 'ALDEIA DE EREYA' (Iria), onde desde tempo remoto existia a presença humana testemunhada pelos seguintes elementos:
Período Romano: - epitáfio de um tal Julius Rufinus, designado como Olisiponensis e ânforas ovóides, encontradas no Mouchão da Póvoa.
Período Visigótico: - foram postas a descoberto na Quinta de Santo António, quatro sepulturas e encontradas algumas moedas (trientes).
Período Árabe: - tpónimo Azóia e Balata, que é, ainda hoje, apelido de algumas famílias.
Período Medieval: - em recentes escavações, efectuadas no lugar da Bolonha, foram encontradas inúmeros fragmentos de cerâmica e moedas de D. Sancho II.
O Morgado está estreitamente ligado à história da Póvoa que durante mais de três séculos foi designada por ' PÓVOA DE DOM MARTINHO'
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O Sal e o Azeite desempenharam um importante rendimento do Morgado, permitindo aumentar, em muito, o poder económico dos seus proprietários.
Situava-se na freguesia de Santa Iría e foi pertença do 'TERMO DE LISBOA' e petenceu aos concelhos de ALVERCA, VILA FRANCA DE XIRA e LOURES epor último novamente a Vila Franca de Xira.
Extintos os Morgados em 1863, o lugar da Póvoa passou a designar-se Póvoa de Santa Iría.
Povoação com forte ligação ao rio Tejo, e a população na sua origem de pescadores e marítimos, que desde os tempos remotos tiveram como actividade principal apesca, a extracção do sal e os transportes fluviais.
Com a inauguração do Caminho de Ferro em 1856, instala-se na área da freguesia a primeira fábrica de adubos químicos em Portugal, iniciando-se a expansão industrial facilitada pelo escoamento fácil dos produtos e aproveitando as matérias primas
essenciais para o produto final, o sal marinho e os calcários da cortina montanhosa de Vialonga.
A criação da freguesia data de 1916, desanexada do concelho de Loures em 1926 e integrada no concelho de Vila Franca de Xira.
Na segunda metade do século XX, gera-se um acentuado crescimento demográfico que vai não só descaracterizar a povoação mas também transformá-la num enorme dormitório.
Com uma dinâmica oferta de serviços em constante expansão e elevada à categoria de Vila em 1985 e a cidade em 1999, com aproximadamente 30 mil habitantes, é presentemente uma das cidades de Portugal
com menos população envelhecida.
Esta freguesia já pertenceu ao Concelho dos Olivais, mas através da Lei de 18 de Julho de 1885 passou para o Concelho de Loures. Contudo e após fortes pressões por parte da autarquia de Vila Franca de Xira, a localidade de Póvoa de Santa Iria passaria a partir da década de 50 (sec.XX) a fazer parte daquele concelho.
Foram encontrados "achados avulsos" de artefactos pré-históricos em Bragadas,
Salvação e Casal da Serra e testemunham a ocupação humana desde o Paleolítico na
área da actual Póvoa de Santa Iria. Importantes vestígios romanos - lápide
epigrafada e ânfora encontrada junto ao mouchão - fazem supor a ocupação romana
da zona e a importância da navegação no Tejo naquela época.
Instituído no século
XIV, o morgadio da Póvoa desenvolveu-se a partir da Quinta da Piedade, cujo
terceiro senhor, Martinho Afonso Valente, foi apoiante do Mestre de Aviz na
revolução de 1383/85. No início da século XVI o proprietário da Quinta e sétimo
senhor da Póvoa era D. Martinho de Castelo Branco, primeiro Conde de Portimão de
quem a localidade tomou designação de "Póvoa de D. Martinho".
Tal como no Forte da Casa, existem vestígios nesta zona de fortificações das linhas defensivas de Torres Vedras (2ª linha), construídas em segredo entre 1809 e 1812.
As actividades económicas tradicionais que ocupavam os habitantes da Póvoa eram a pesca, a
agricultura - ora, cultivando a vinha e oliveira, ora os cereais no mouchão -, e
o trabalho nas salinas e telhais.A chegada do comboio em 1856, no âmbito da abertura do primeiro troço de linha férrea do país - de Lisboa ao Carregado - marcou o início de um novo período no desenvolvimento da região.
Já próximo do final do século a industrialização assentará arraiais precisamente nesta faixa bordejante do caminho de ferro. À Póvoa de Santa Iria chegou em 1859 a indústria de produtos químicos, conhecida por "Fábrica da Póvoa",
e em 1877 a "Companhia de Moagens de
Santa Iria" (moagem de cereais). Com a criação da Sóda-Póvoa (actual Solvay) a
freguesia ficou fortemente industrial. A proximidade da capital determinou o
crescimento urbanístico que, a partir dos anos 60 e 70, fez mudar a feição
urbana e demográfica da freguesia. Em 1971 a população residente andava por volta das duas mil pessoas e 30 anos depois com a realização do Censos/2001, o número total de
habitantes era de 24 277 individuos.
Veja aqui como foi a história do abastecimento público de água na Póvoa Artigo de António Godinho - 20jul2004 - Jornal Triangulo.com
Veja aqui problemática sobre o Mouchão da Póvoa
Mais informações Históricas detalhadas na Página de Nuno Barros sobre a Póvoa
Veja aqui Link - História e Património Cultural do Concelho V.Franca Xira

Pontos de Interesse

História da Quinta e Palácio da Nossa Sra. da Piedade

Núcleo Museológico Agrícola da Quinta Municipal da Piedade
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